Sexta-feira, Setembro 19, 2003

Chega de Incompetência!! 

Este post destina-se, prioritariamente, a todos os proprietários de veículos com a marca Volkswagen (VW) e que sejam suficientemente incautos, ingénuos e insensatos a ponto de entregarem as suas viaturas para serem reparadas em oficinas pertencentes a concessionários da marca supracitada (em particular na Motorbase, ainda que, lamentavelmente, as outras não sejam muito melhores...). No entanto, os leitores que não cumprirem estas condições também podem ler... já que nas restantes marcas, infelizmente, o cenário não é lá muito diferente...

Pois é, estes senhores depois do comportamento pouco profissional da última Segunda-Feira, quando tive o prazer de deixar lá o carro para reparar (ver a propósito o post com o título Segunda de Manhã no Cacém - Uma Experiência Única), voltaram a surpreender-nos, pela negativa, com a (falta de) qualidade do trabalho de pintura que realizaram e tiveram a lata de me entregar ontem ao fim do dia (registe-se que com um dia de atraso em relação ao prazo inicialmente estabelecido).

Em abono da verdade temos de concordar que pintaram o que era para pintar - o guarda-lamas esquerdo e a ilharga esquerda - e até substituíram o guarda-lamas, tal como tinha sido orçamentado. Mas ficaram-se por aí, isto é, marimbaram-se em como pintaram e na forma como "acabaram" o trabalho. Senão vejamos:

- O guarda-lamas apresentava-se esfacelado sobre a cava da roda (esfacelamento visível a mais de 100 m - eu vi... mesmo sofrendo de estigmatismo do olho direito e encontrando-me sem óculos);

- A ilharga apresentava-se escorrida (apesar de não ser tão visível como a anomalia anterior, eu jamais esperaria ser brindado com estes extras num concessionário da VW);

- Os plásticos em redor da ilharga encontravam-se manchados com tinta;

e, como se não bastasse, queriam que eu pagasse o serviço antes de ver a viatura...

Meus senhores, tenham juízo e parem lá de apostar na sorte e na "boa-vontade" de alguns incautos. Assim apenas comprometem a qualidade dos vossos serviços, mancham o nome da VW, perdem clientes e candidatam-se a não angariarem novos clientes... só pontos negativos, como podem ver... e, já agora, gostaria que atendessem o telefone no mínimo até ao 10º toque, já que o meu telemóvel entra em modo de remarcação de chamada e, assim, por vezes é difícil entrar em contacto com os vossos serviços.

É nestes dias que me apetecia ter nascido num país da União Europeia, em que as expressões “Qualidade” e “Serviço ao Cliente” não passassem de meros exercícios de marketing, vazios de significado e sem qualquer expressão prática na cultura das marcas ou empresas que os apregoam.
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Quinta-feira, Setembro 18, 2003

Cancelado... 

Mais um blogue cancelado... Que pena João Hugo!...
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Quarta-feira, Setembro 17, 2003

Sem comentários... 


João Hugo Faria
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Segunda-feira, Setembro 15, 2003

Segunda de Manhã no Cacém - Uma Experiência Única 

Como é bom acordar às 6:00h da manhã numa Segunda-Feira em que temos que deixar ficar o carro a reparar na VW e em seguida ir "trabalhar"... mas usando o transporte público. É mesmo uma experiência única e que recomendo vivamente...

Depois do despertar (sempre violento), do banho e do cafezinho (capuccino de pacote do LIDL - que também recomendo vivamente), lá vamos nós a caminho do concessionário da VW que gentilmente se dignou reparar o meu bólide, isto após uma longa espera de cerca de um mês e por um valor quase "simbólico" (quando comparado com a concorrência).

Chegados ao concessionário (Motorbase S.A.), sito nos arredores do Cacém, começámos a ficar deveras entusiasmados, já que na porta podia-se ler que o horário de funcionamento, nos dias úteis, estava compreendido entre as 8:30h e as 12:30h. Eram cerca de 8:00h, pelo que já começávamos a mentalizar-nos para uma curta espera (de aproximadamente meia hora), quando nos apercebemos de que, no interior, estava toda a equipa nos seus postos de trabalho (ainda que não a postos... como veremos). A porta até já estava aberta (o que ajudou bastante), pelo que apenas seria necessário entrar (o que fizemos com ar satisfeito) e entregar as chaves.

Uma vez no interior começámos a perceber que afinal não seria assim tão fácil, já que alguém fez o favor de nos recordar, indicando a porta com o indicador bem espetado, que estavam fechados e que abriam às 8:30; fizemos-lhe saber que só querí­amos falar com o senhor Victor Cunha (que se encontrava, muito concentrado, a ler "A Bola" e que, entretanto, levantou a cabeça, dando assim mostras de ter uma audição muito apurada...mas como a cabeça ainda lhe pesava, dizíamos nós com nossos botões, não tardou muito a mergulhar ainda mais atentamente no glorioso periódico desportivo...); "ele deve andar por aí­...mas nós só abrimos às 8:30" - foi a resposta do outro companheiro - "veja lá se consegue encontrá-lo...".

Já estávamos a ver a nossa vida a andar para trás, mas o tipo foi de uma pontualidade quase britânica - às 8:32 já estávamos a ser cordialmente atendidos e a pensar em como iríamos encontrar um transporte (necessariamente público, pois encontrar um TAXI naquelas paragens pode ser uma Missão Impossível) que nos conduzisse a Lisboa.

Enquanto aguardávamos pelo autocarro, numa paragem que havia ali a cerca de cem metros do concessionário (porque nem tudo pode ser mau nesta vida...), esperando ansiosamente por uma das três carreiras que rumavam àqueles horizontes longí­nquos, í­amos fazendo apostas mentais sobre qual dos três autocarros chegaria primeiro e qual seria o respectivo destino (já que a paragem propriamente dita não nos elucidava lá muito - nada! - sobre esta matéria...) e, já agora, rezando em surdina para que fosse qualquer coisa como a estação do Cacém. Dado não haver vivalma nas redondezas que pudesse responder às nossas interrogações mais urgentes, nem mesmo a própria paragem, restava-nos apenas aguardar... mas eis que fomos assaltados por uma dúvida de natureza financeira... terí­amos nós dinheiro para o bilhete? Senão, onde poderí­amos nós levantar dinheiro? Mais uma vez não havia respostas agradáveis para estas questões igualmente urgentes!

Depois de palmilharmos quase dois quilómetros até às imediações do nó "Cacém, Passo de Arcos" do IC19, lá encontrámos uma caixa Multibanco que até tinha dinheiro e tudo... e estávamos preparados para rumar à estação dos comboios...estava no papo. No entanto, de acordo com a opinião de um ilustre cidadão brasileiro que aguardava pacientemente na paragem, o autocarro indicado para a jornada poderia tardar até cerca de uma hora... ou mais!...pelo que, mais uma vez, "a butes" talvez fosse uma melhor opção para quem quisesse chegar à estação em tempo útil...

Assim, lá percorremos nós, alegremente, mais cerca de dois quilómetros até à estação da CP, sempre a descer (porque nesta vida também há dias de sorte...) e depois de uma travessia deveras arriscada do nó de acesso ao IC19 ("Cacém Centro") encontrávamo-nos finalmente na estação do Cacém, onde aguardava uma composição vermelha e metalizada, prontinha para sair em direcção...Qual era mesmo a direcção? "Lisboa" - segundo um cidadão tuga (pelo menos a julgar pelo bigode...) - "mas para o Areeiro (caralho...perdão...carago, que isto ainda não é o Meu Pipi), para o Rossio é na outra linha, só tem que ir até ao fim do comboio e atravessar na passadeira...". Afinal até nem era muito complicado, apenas havia o risco de o raio do comboio decidir arrancar mesmo à nossa frente... mas não... acabava de parar outro comboio na linha indicada pelo outro gajo... Desta vez qual era a direcção? "Lisboa, senhor...” Era... As portas já estavam a fechar ruidosamente, enquanto um sonoro beeeeep soava em tom de comemoração, por mais um passageiro em terra; o maquinista, com a cabeça fora da janela, exibia um sorriso encardido da marca das pastas do Dia (sem marca...) e lá ficámos nós na gare, indecisos entre o suicí­dio e a espera pelo próximo trem, a ver passar o comboio... na estação do Cacém...Quanto é que poderá custar sinalizar a merda da estação do Cacém? Nós pagamos, porra!...
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Sexta-feira, Setembro 12, 2003

Ser humano e o Ser Humano 

Se o Ser Humano é sabidamente imperfeito porque é que se diz de pessoas generosas e com nobres preocupações sociais que são muito humanas?

In Contornos
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Por que é que quem quer um emprego na Administração Pública necessita passar por uma experiência à  Ídolos"? 

Devo começar por esclarecer que apreciei à brava o novo concurso/reality show da SIC com aqueles cinco (5) juízes empenhadíssimos em assistir ao casting das novas e promissoras estrelas e, se possível, a mandar abaixo as suas prestações (ou seria tudo a fingir?...). No entanto, nunca me passou pela cabeça que tão cedo teria a oportunidade de passar por uma experiência tão enriquecedora.

Passo a contar como as coisas se passaram:

Foi ontem, 11 de Setembro, tinha uma entrevista marcada (já à dois meses pelo menos...) no âmbito de um concurso público para Especialista de Informática a que tive o prazer de concorrer em Abril do corrente ano. Estava marcado para as 11 horas e consegui chegar atrasado quase cerca de 5 minutos, o que para mim é quase uma eternidade (quem me conhece sabe que é assim).

Encontrava-me já um bocadinho em stress, pela entrevista em si (normal!) e pelo atraso em particular. Porém não havia necessidade - estava a decorrer uma entrevista e encontrava-se outra candidata a aguardar na sala.

Depois do respeitável júri tomar o seu lanchezito do fim da manhã e de atender a freguesa seguinte (que foi uma rapidinha!) lá me mandaram entrar - passavam cerca de 45 minutos das 11 horas (na verdade não foi muito mau quando comparado com algumas experiências anteriores... OGMA por exemplo).

Ao entrar deparei-me com um cenário, para mim, completamente inovador e (diria mesmo) ousado em matéria de entrevistas de emprego. Em vez de uma mesa redonda ou rectangular com dimensões equilibradas (isto é, o comprimento pouco maior que a largura) encontrei uma longa mesa composta por cinco secretárias dispostas linearmente formando assim uma espécie de balcão atrás do qual se acomodavam os cinco digníssimos membros do júri. Ao centro encontrava-se aquela que mais tarde viria a concluir tratar-se da Exma. Sra. Presidente do Júri (já que não abriu a boca durante toda a entrevista), ladeada por quatro outros membros, todos eles com cara de quem esperava ansiosamente pelo almocinho que nunca mais chega...

Depois duns bacalhaus bem apertados, extensíveis a todos os elementos da equipa, não tardaram a convidar-me a discorrer sobre o meu CV, enquanto permaneciam em "modo escuta", mas ainda assim sem se coibirem, sempre que julgaram adequado, de mandar abaixo a minha experiência profissional (na linha dos Ídolos) e de colocar algumas questões de gosto (no mínimo) duvidoso.

E foi assim, uma vez que eu não tinha mais questões, em principio a lista sairia no final de Outubro e muito prazer em conhecê-lo... A partir de hoje, não me vou cansar de afirmar que estes senhores são definitivamente os meus Ídolos... gostaria, um dia, de ser como eles...
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Terça-feira, Setembro 09, 2003

No início era o verbo... "blogar". 

Inicio hoje o meu diário tendo a nítida sensação que este não será actualizado frequentemente. No entanto, não posso deixar morrer uma excelente oportunidade de fazer algo que sempre me aliciou - escrever e ver a minha escrita publicada - mas para o qual nunca tive nem espaço nem tempo.

Não tenho objectivos muito ambiciosos ... apenas escrever sobre o meu dia-a-dia e divulgar, para mim próprio e para algum eventual visitante mais pachorrento, as minhas opiniões e pensamentos sobre o dia-a-dia da nossa nação, mundinho e (quiçá!) universo, apenas ... para mais tarde recordar ou, quem sabe?, rir à gargalhada!

O dia de hoje não foi lá muito interessante....

Em termos de "trabalho" tudo na mesma, isto é nada para fazer a não ser criar este blogue e navegar na Internet. Óptimo não é?

Enquanto navegava tomei conhecimento de um blogue que publica as mensagens do GOVD (um grupo que supostamente integra membros da PJ e da secreta), que revelam algumas informações bombásticas e (obviamente) não confirmáveis sobre o caso da Casa Pia, envolvendo figuras públicas q.b. e que, por coincidência (ou talvez não...), denomina-se Muito Mentiroso.

Ao fim do dia fui com o J. e a Q. ao pediatra (por causa do J., claro...). Nada a assinalar, tratava-se apenas de uma consulta de rotina, daquelas que se fazem uma vez por ano para rever o médico e conversar sobre banalidades. O único ponto que necessita ser reavaliado, no próximo ano, é a curvatura dos pés que insistem em ser planos. O Dr. S. disse-nos que, caso estes se mantiverem assim, poderá ser necessária uma pequena cirurgia... até lá, apenas sapatinhos formativos e espera-se que passe.

Confirmei hoje a adjudicação do portão da garagem à Millenium, aquele que revelou ser o orçamento mais convincente e equilibrado - maior potência do motor, admitem ligar o candeeiro do jardim e ainda têm o segundo melhor preço (2200€). A ver vamos!
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